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sábado, 23 de outubro de 2010

O Papel Atual do Alimento

Já pararam pra pensar que a ação de se alimentar é algo maravilhoso, pois une a necessidade ao desejo, o útil ao agradável e é fator determinante para a nossa saúde?

Pois bem, a alimentação já teve diferentes papéis ao longo da história da humanidade. Vamos analisar brevemente:

No início pode-se dizer que era uma mera necessidade. Alimento era escasso, o ser humano precisava caçar e gastar muita energia pra se alimentar, passava por longos períodos de privação e comia para se manter vivo.

Então o ser humano descobriu o fogo, desenvolveu técnicas de agricultura e criação de animais, de nômade passou a ser "sedentário" e agora podia escolher. Seu paladar identificava os mais diversos sabores e preferia alguns. Comer passou a ser não só necessidade, mas também um prazer.

Ele continuou se desenvolvendo, surgiu a culinária e a gastronomia, o que tornou a alimentação um pouco artística. Começou a ter hora pra refeição, a qual era feita na companhia da família e eventualmente em reuniões e festas. Comer virou algo social.

O homem tão esperto melhorou técnicas de agricultura e transformou a cozinha numa fábrica. Surgiram os alimentos industrializados, eles ficaram cada vez em maior quantidade e mais acessíveis. Agora, se não dava tempo de cozinhar podia comprar. E tais alimentos foram se tornando cada vez mais coloridos, cheirosos e atraentes.

Então surgiram os problemas do excesso, havia alimentos por todos os lados cheios de açúcar e gordura (pois o que era mais gostoso vendia mais), os obesos que geralmente eram só os mais ricos foram aumentando e doenças associadas ao excesso de alimentação também. Para algumas pessoas, o alimento virou inimigo, mas ele não perdeu seus papéis anteriores, continua sendo uma necessidade, um prazer, social, uma arte... e agora?

Bom, o que posso dizer dos eventos referentes à indústria alimentícia e artigos que li, é que o novo papel do alimento é ser um aliado da saúde. Todas as grandes marcas e muitas menores também estão preocupadas com o teor de sódio, de açúcar, de gorduras saturadas, de calorias, de fibras, proteínas, etc.
Outras adicionam vitaminas, lactobacilos benéficos, ômega-3, minerais, etc.

E isso não é porque algum órgão de fiscalização pediu, é porque agora temos consciência de que a alimentação define boa parte da nossa saúde, mas ao mesmo tempo temos menos disponibilidade para selecionar, cozinhar e comer com calma.

Mas é claro, ninguém quer que comida vire remédio, o alimento não pode perder seu papel de ser prazeroso, o sabor é importante sim, bem como o aroma, o aspecto e sua conveniência. Ah, quase me esqueço de um importante papel que a alimentação tem hoje para algumas pessoas - o ideológico -  há aqueles que não comem produtos animais, os que buscam orgânicos, os que atentam para embalagens recicláveis, que se preocupam com a origem de seus ingredientes, etc.

Posso dizer que fiquei bastante animada ao perceber nestes eventos a evolução na pesquisa e desenvolvimento de alimentos que trazem diversos benefícios, que são muito saborosos e sustentáveis, afinal quando escolhi fazer Engenharia Química foi pensando em trabalhar na produção de alimentos assim.

Estamos numa fase de transição, antes as pessoas comiam o que lhes agradavam, caso tivessem alguma doença associada simplesmente evitavam alguns alimentos (e passavam vontade). Hoje as pessoas estão se informando e por tal razão demandam mais variedades saudáveis. Cada vez mais o diabético pode comer um doce sem gosto de remédio, o hipertenso pode comer algo salgado, as margarinas vão sendo adicionadas de gorduras boas, o iogurte ajuda no bem-estar intestinal... etc

E vai ficar cada vez melhor =)

Quando ela crescer vai encontrar uma boa variedade de bolos pra comer sem culpa!
(foto by nerdcoregirl, licença Creative Commons)



Pra quem gostou e quer saber mais sobre as tendências na indústria alimentícia, acesse: http://www.brasilfoodtrends.com.br/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fome Oculta

Você come, come, come... mas logo está com fome.
Se você costuma comer porções muito pequenas isso é logicamente esperado. Mas e quando mesmo comendo bastante não nos sentimos saciados, o que está acontecendo?

Bom, o nosso corpo, que é como uma máquina super-avançada (e por isso mesmo precisa dos mais diversos nutrientes pra efetuar suas milhares de reações complexas), ao sentir falta de algo, como por exemplo uma vitamina, se comunica com o cérebro:
- Ô, não vai dar pra fazer esse serviço não, tá faltando X!
Cérebro responde:
- Se tá faltando então vai buscar mais ué!
E o corpo não sabe onde tem mais X então sente fome e come o que estiver ao alcance ou o que for mais atraente (atravessar a cidade pra comer o sanduba cheese-morra-cedo é mais fácil que ir à feira da esquina né?). Só que nem sempre a tal carência é suprida então a fome ressurge rapidamente.

Já deu pra ver que esse é mais um dos inúmeros motivos da vida moderna que levam alguém a engordar né?

A Fome Oculta, causada por deficiência de algum micronutriente (vitaminas e minerais) é diferente do apetite por ansiedade, este último é um desejo sem que haja a fome física. Já a fome oculta realmente causa sensação de fome.

Para evitar existe uma dica manjada, mas que é prática e fácil de aprender: faça seu prato ser colorido.
No post passado eu dei um exemplo de refeição: arroz, feijão, bife e salada. Pois bem, que tal temperar com ervas como alecrim, manjericão, orégano... pode colocar também pimenta e mostarda que trazem muitos benefícios
Na salada, folhas bem verdes, tomate, pepino, procurar incluir também legumes como beringela, abóbora, beterraba, cenoura...
E comer frutas todos os dias, elas são muito ricas em vitaminas e minerais. Mas sem exagero, pois possuem muita frutose.

Na hora de fazer as compras, prefira os vegetais da estação, pois além do melhor preço, por estarem em maior quantidade (e no seu período adequado de produção) é mais fácil encontrar um de melhor qualidade.

Saiba alguns benefícios de cada cor:[1]


Amarelo-alaranjado
(abóbora, cenoura, mamão...)Essa cor vem do betacaroteno \^_^/ ou pró-vitamina A. É fundamental para a manutenção dos tecidos e cabelos. O β-caroteno também beneficia a visão noturna e atua no metabolismo das gorduras.


Verde
(espinafre, rúcula, brócolis, agrião, vagem, ervilha...)Origem: clorofila, considerada um possível energético celular. A clorofila é potencializa alguns nutrientes encontrados nos vegetais, como a vitamina C.

Vermelho
(tomate, beterraba, framboesa, morango...)Consequência do licopeno, pigmento semelhante ao betacaroteno. Geralmente associado à vitamina C, dupla com efeito, antioxidante que, entre outros benefícios, colabora na prevenção do câncer e do stress.

Preto ou Roxo
(beringela, jabuticaba, uva, ameixa, feijão preto, açaí...)Contêm antocianina, pigmento ligado à presença da vitamina B1. E é justamente a vitamina B1 o elemento essencial para a transformação dos carboidratos e outros nutrientes em energia.

Marrom/ bege
(arroz integral, aveia, centeio, trigo, soja, linhaça, quinoa...)Além das fibras, os alimentos deste grupo fornecem uma grande diversidade de vitaminas e minerais, fundamentais para o equilíbrio e regulação do organismo como um todo.

E como já falei antes, não esquecer também dos macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) que devem estar presentes todos os dias na sua alimentação.

Tudo ok?
Sentir fome de 2h30 a 3 em 3 horas é normal, menos que isso, algo pode estar faltando.

Miau, que fome de novo!!
(Foto por Rickydavid, retirada do Flickr Creative Commons)


Fonte: