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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Blogagem Coletiva Dia de Amar o Seu Corpo 20/10

Qual o sentido de haver padrão de beleza se o gosto é próprio de cada um? "Gosto não se discute".

Minha mãe adora sorvete de pistache, meu pai gosta de passas ao rum, eu detesto estes dois sabores mas sou louca por baunilha.
Uns ouvem rock, outros ouvem sertanejo, há os que preferem pop, tem quem ouça mais as românticas, sem falar nas clássicas... existe gente que ouve de tudo e gente que ouve só um estilo, mas todo mundo gosta de alguma música.

Há vários exemplos que mostram que unanimidade não existe, "tem gosto pra tudo" então por que quando se trata de beleza visual as pessoas parecem ser mais condicionadas a buscarem um modelo imposto em vez de aceitarem suas diferenças?
Penso que haja várias explicações mas dentre elas, duas de grande relevância seriam nossos instintos e o fato de que isso vende (e muito).

Bom, a 1ª explicação perde fácil pra 2ª, é só perceber que corpos magérrimos, quase sem curvas não são o que mais atraem os homens e ainda assim muitas mulheres estão em busca disso.
Já a 2ª explicação é plausível historicamente, veja os padrões de beleza que dominaram em cada época e você verá que correspondiam ao que era alcançável por quem tinha mais dinheiro e/ou poder.
Atualmente pelo fato de a indústria ter avançado e ser capaz de produzir volumes imensos, passou a se criar mais necessidades: não basta ser bela e atraente, é preciso ficar perfeita como a garota da capa (que por sinal foi retocada por editor de imagens).

A edição de imagens inicialmente era usada para melhorar o aspecto da foto como um todo. Normal corrigir os defeitinhos da pele e problemas de luz, eu faço isso com 80% das minhas fotos. O problema é que agora é comum vermos fotos ultrarretocadas, nas quais as pessoas ficam quase irreconhecíveis. Digite no Google "fotos retocadas" e veja alguns exemplos. Conseguem perceber como o ideal de beleza buscado é impossível? E a busca pela beleza impossível vende muito, uma vez que nunca se é o bastante?

Tendo essa consciência, cabe a nós pensar se não estamos exagerando na nossa busca por alcançar certo padrão e se tal padrão faz sentido pra nós. Vaidade está presente em todos (em maior ou menor grau) e é até saudável que exista. Eu sou uma pessoa vaidosa, cuido da alimentação e faço exercícios não só pela saúde, mas pela estética também (seria hipocrisia negar isso) mas procuro pensar todo dia se não estou indo além de meus limites, desrespeitando minha natureza e também evito me comparar com outra pessoa.

É comum ver pessoas ricas perdendo a linha em plásticas, hoje as mulheres estão inchando os lábios e ficando com uma cara estranha, desarmoniosa. Não seria melhor manter os traços naturais, evitar a dor da cirurgia e o gasto de dinheiro?

Por isso, na próxima vez em que você for se olhar no espelho, não procure defeitos, veja-se como uma combinação incrível, aprecie seus olhos, sua capacidade de enxergar e de transmitir sentimentos, bem como seu sorriso... bem como o resto do corpo, afinal uma maneira muito eficaz de se comunicar é pela postura. Uma postura firme atrai mais admiração que um corpo dentro dos padrões com postura de fraqueza. Faça o exercício de identificar e valorizar seus pontos fortes. Se estiver tão difícil pode pedir ajuda pra alguém.

É isso, amar seu corpo, usá-lo a seu favor e defendê-lo é muito importante. Por isso eu e várias pessoas nos unimos na blogagem coletiva do Dia de Amar Seu Corpo.
E se fizemos você pensar um pouquinho a respeito já valeu! =)




PS: Parabéns ao meu namorado Andy, que hoje faz aniversário. Te amo muito! Este é só um dos Parabéns que te falarei hoje =*****

sábado, 18 de setembro de 2010

Dia de Amar o Seu Corpo

Assim como muitas pessoas, fui uma adolescente cheia de complexos: qualquer espinha, por exemplo, era o fim do mundo.
Certo dia, numa conversa com uma psicóloga, ela me pediu que olhasse para minhas mãos e dissesse o que eu via.
Com mania de por defeito em tudo, eu disse que via mãos de pele alaranjada, com dedos finos e fracos, unha quebrada, etc.
Então ela me falou que eu não devia olhar para minhas mãos assim, eu devia pensar que tenho mãos inteiras, que funcionam, que me são úteis todos os dias, que me possibilitam escrever, comer, calcular, acariciar, gesticular, me apoiar, carregar coisas e também ajudar outras pessoas... é realmente difícil imaginar vivermos sem nossas mãos.

Pois é... quantas vezes você não ouviu ou falou que odeia certa parte do corpo? E quantas pessoas nós já vimos fazer loucuras e arriscar a saúde pra transformar tal parte? Como é fácil esquecermos da maravilhosa "máquina" que somos, com tudo funcionando harmoniosamente, somos tão complexos que é impossível fabricar algo igual?

Que valores são estes que fazem ferirmos a nós mesmos por mera vaidade (e isso não é coisa recente, nem só da nossa cultura): desde espartilhos quebrando costelas, passando por aneis esticando o pescoço, dentes lixados, pés amarrados e quebrados, plásticas feitas em clínicas duvidosas onde pessoas já morreram nas mesas de cirurgia, homens injetando ADE e óleo (e alguns tendo os braços amputados)... por que trocar a funcionalidade de um membro por uma vaidade dolorida?

É pra refletirmos sobre isso e sobre tudo o mais que se relaciona à nossa autoimagem e auto estima que foi criado o Dia de Amar o Seu Corpo. Que será dia 21 de outubro (meu aniversário ha)!

Padrões mudam: o que é belo hoje talvez não seja amanhã, assim como não era ontem. E não acredito num padrão único de beleza, não acredito na ideia de pessoa mais bonita do mundo. A beleza é relativa, cada pessoa tem sua própria opinião sobre isso e essa opinião é facilmente moldada pela mídia. Mas acho que devia ser moldada por cada um de nós.

Não somos bonecos feitos numa fôrma, cada um tem suas características, sua própria proporção. Temos que perceber como nos sentimos melhor e buscar isso. Não devemos nos comparar com os outros e sim com o melhor que podemos ser (tá isso soa meio clichê mas é verdade, pense bem). Comparar-se aos outros é anular a própria história, é esquecer a trajetória da sua vida. Ser mãe, passar por uma doença grave, envelhecer, tudo isso traz alterações à nossa aparência. Mas a mudança maior é na nossa mente, é o aprendizado que a experiência traz.

Somos condicionados a achar que felicidade está atrelada a muito dinheiro, ostentar objetos caríssimos e ter uma aparência sempre jovem e impecável. Mas na verdade felicidade tem mais a ver com o modo como lidamos com cada acontecimento em nossa vida, ou seja, não está assim tão fora do alcance.

Bom, sobre o Dia de Amar o Seu Corpo, gostaria muito que vocês visitassem o site: http://www.wix.com/rissca/diadeamarseucorpo e o blog: http://diadeamarseucorpo.blogspot.com para conhecerem mais sobre a campanha organizada pela RISSCA (Rede de Incentivo à Saúde e Satisfação Corporal e Alimentar) e pelo Grupo Sinto Muito e que participassem também: divulguem, mandem seus depoimentos, participem do concurso de slogans e venham às atividades presenciais!

Olha o cartazinho com texto que montei pra campanha:
Que fofo, quero um robô desse ;)